Brigid – uma druidesa nos tempos do Rei Artur – em busca do Santo Graal

O terceiro livro da historiadora Lili Machado, conta História e a formação do povo Celta e de seus sacerdotes Druidas, que atuam até hoje em dia, na preservação da natureza. A obra está registrada na Biblioteca Nacional sob o Copyright 2005 Registro MEC. Direitos exclusivos de propriedade literária. Proibida reprodução total ou parcial sem a prévia autorização da autora.

Antropogênese – A origem do homem na terra Setembro 19, 2008

Durante bilhões de anos, o complexo pastoso e efervescente que formou a capa externa da Terra, começou a solidificar-se. O primeiro elemento sólido e rochoso emergiu da periferia terrestre, até então formada de lavas quentíssimas e gelatinosas, vindo a constituir o continente primordial do nosso planeta, a Lemúria, a Terra de Mú.Até essa época cósmica, só havia na Terra, a vida mineral, a única capaz de resistir às duras condições climáticas de nosso globo, ainda em formação geológica.

Laboratório de matéria ignescentes, as descargas elétricas, em proporções jamais vistas da Humanidade, despertam estranhas comoções no grande organismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito. Ao passar do tempo, há condensação dos vapores, a formação da crosta, oceanos e cortina de ozônio. A água tépida com a luz solar filtrada foi o berço da primeira vida organizada, o protoplasma e, com ele, o germe dos primeiros homens.

Após as últimas convulsões interiores, estabelecem os contornos geográficos do globo, surgindo, desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptas a receber as sementes da vida. A Lemúria foi palco de profundas transformações dessa vida mineral, presenciando ainda as mutações geológicas da crosta terrestre. Aos poucos, o magma foi se diferenciando em águas e rochas, enquanto a vida mineral evoluía para a vida vegetal, incubada nas quentes areias e rochas. Quando a separação definitiva das águas e terras se completou, a vida vegetal iniciou sua transformação em vida animal, nos mornos oceanos então surgidos.

Os primeiros crustáceos são seguidos pelos batráquios. Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante e prodigiosa, dando condições favoráveis aos animais de porte grande das eras primitivas. O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, sob as influências do meio, em face dos imperativos da lei de seleção natural.

Os primeiros antepassados do homem são algumas raças de antropóides. Estas e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade. Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando as raças futuras em seus tipos diversificados. O homem primitivo assemelhava-se a um animal, porém já demonstrava uma certa aptidão para colocar-se de pé, na postura vertical. Essa atitude capacitou-o a absorver pelo chakra da coroa (alto da cabeça), determinadas vibrações siderais, que terminaram por transformá-lo, após períodos cósmicos sem conta, no “homo sapiens sapiens” dos nossos dias.

Os séculos correram e até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos. Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir, mas neles ainda não se haviam manifestado a emoção, nem a inteligência.

 

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