“O espiritismo não é mais que uma adaptação das crenças de nossos pais, à nossa mentalidade moderna, pois coincide exatamente com o Druidismo, e constitui um retorno às nossas genuínas tradições celtas, ampliadas pelos progressos da ciência e confirmados pelas vozes do Espaço.”
Léon Denis
Um breve relato dos tempos ancestrais Setembro 19, 2008
Antropogênese – A origem do homem na terra Setembro 19, 2008
Durante bilhões de anos, o complexo pastoso e efervescente que formou a capa externa da Terra, começou a solidificar-se. O primeiro elemento sólido e rochoso emergiu da periferia terrestre, até então formada de lavas quentíssimas e gelatinosas, vindo a constituir o continente primordial do nosso planeta, a Lemúria, a Terra de Mú.Até essa época cósmica, só havia na Terra, a vida mineral, a única capaz de resistir às duras condições climáticas de nosso globo, ainda em formação geológica.
Laboratório de matéria ignescentes, as descargas elétricas, em proporções jamais vistas da Humanidade, despertam estranhas comoções no grande organismo planetário, cuja formação se processa nas oficinas do Infinito. Ao passar do tempo, há condensação dos vapores, a formação da crosta, oceanos e cortina de ozônio. A água tépida com a luz solar filtrada foi o berço da primeira vida organizada, o protoplasma e, com ele, o germe dos primeiros homens.
Após as últimas convulsões interiores, estabelecem os contornos geográficos do globo, surgindo, desse modo, as grandes extensões de terra firme, aptas a receber as sementes da vida. A Lemúria foi palco de profundas transformações dessa vida mineral, presenciando ainda as mutações geológicas da crosta terrestre. Aos poucos, o magma foi se diferenciando em águas e rochas, enquanto a vida mineral evoluía para a vida vegetal, incubada nas quentes areias e rochas. Quando a separação definitiva das águas e terras se completou, a vida vegetal iniciou sua transformação em vida animal, nos mornos oceanos então surgidos.
Os primeiros crustáceos são seguidos pelos batráquios. Nessa fase evolutiva do planeta, todo o globo se veste de vegetação luxuriante e prodigiosa, dando condições favoráveis aos animais de porte grande das eras primitivas. O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, sob as influências do meio, em face dos imperativos da lei de seleção natural.
Os primeiros antepassados do homem são algumas raças de antropóides. Estas e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade. Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando as raças futuras em seus tipos diversificados. O homem primitivo assemelhava-se a um animal, porém já demonstrava uma certa aptidão para colocar-se de pé, na postura vertical. Essa atitude capacitou-o a absorver pelo chakra da coroa (alto da cabeça), determinadas vibrações siderais, que terminaram por transformá-lo, após períodos cósmicos sem conta, no “homo sapiens sapiens” dos nossos dias.
Os séculos correram e até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual pré-existente, dos homens primitivos. Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir, mas neles ainda não se haviam manifestado a emoção, nem a inteligência.
LEMÚRIA – Terra de Mú Setembro 19, 2008
Surgiu nas terras lemurianas, o HOMEM, sendo, portanto, Mú, o verdadeiro ventre cósmico onde se realizou a gestação desse pequeno deus, que é o ser humano. Hoje, não mais se ignora que os seres humanos, com sua forma crucífera que reflete a evolução através do sofrimento, resultam de estudos, observações e experimentos de longa duração, realizados por entidades espirituais, colaboradoras diretas na formação e no funcionamento regular e metódico da criação Divina.
Mú tornou-se um paraíso tropical e os lemurianos acreditavam que o sol era sua energia suprema. Acreditavam, também, que o sol de cada homem era localizado no seu “terceiro olho”, o olho invisível que estava sintonizado em suas visões interiores. Eram livres de doenças, viviam até mais de cem anos, desenvolveram suas habilidades extra-sensoriais, através de 40.000 anos de prática e experimentação. Com tantos séculos de evolução, os lemurianos eram mestres em telepatia, viagem extra-corpórea, telecinesia e teletransporte.
Era uma sociedade matriarcal, vegetariana, voltada para a agricultura, vida ao ar livre, que trabalhava em harmonia com a natureza, usando pouca ou nenhuma tecnologia. Usavam as ondas de alta-frequência, energia solar e a energia dos cristais de quartzo no seu dia-a-dia e rituais.
Durante milhares de anos, esse continente cumpriu sua nobre tarefa, completando o ciclo evolutivo do corpo etérico do homem, sede de sua emoção e sensibilidade, tornando-se necessário promover o desenvolvimento da mente e do intelecto, já potencial e embrionariamente existentes.
corpo etérico – corpo astral ou perispírito, composto de matéria sutil e inorgânica, que escapa à vista física, sede da “alma” e que reúne energias e poderes psíquicos.
“Tudo vive, tudo é animado. E dentro da humilde planta, como dentro do animal superior, uma alma prisioneira realiza sua dura viagem e a todo mundo lhe compete amar.”
Yolanda Campbell
Eles possuíam corpos físicos, entretanto, com o desenvolvimento das percepções extra-sensoriais, preferiram permanecer quase que o tempo todo em estado latente, meditativo, fora do corpo, sem nunca terem, com isso, completado sua tarefa primordial que era a de desenvolver totalmente o corpo orgânico. Eles falharam na tarefa de se tornarem humanos, aprendendo com seus erros e vivendo no mundo físico.
Os sábios e profetas de Mú, começaram a se conscientizar de que alguma coisa estava para acontecer. A Terra ia passar por um momento dramático, um cataclisma, uma inundação. Era muito importante que o conhecimento dos lemurianos fosse preservado. Então, por 2.000 anos, eles se prepararam para o tal acontecimento. Eles passaram seus conhecimentos para todos os que podiam recebê-los, de forma que dificilmente fossem esquecidos.
Eles também começaram a desenhar mapas detalhados de todos os túneis subterrâneos que existiam no planeta, e planejaram descer a esses túneis quando fosse a hora certa, o que aconteceu aproximadamente um ano antes da Grande Inundação. Estima-se que 64 milhões de almas tenham perecido quanto o continente afundou. As ilhas do Pacífico são os vestígios dessa terra perdida.
Seu povo sobrevivente, entre os que mais tinham conhecimento de seus corpos físicos, quando as águas baixaram, voltaram à superfície e encontraram suas terras divididas em várias partes. Voltaram a se organizar e a colonizar os novos continentes, formando a única raça realmente terrestre, a Raça Vermelha, os atuais os índios norte-americanos, seres fortes, de estatura elevada, testa recuada e imberbes, passando seus registros sagrados por tradição oral, até os dias de hoje.
ATLÂNTIDA – Os Mestres de Luz Setembro 19, 2008
Chegaram, então, os arianos, os povos da Raça Azul.
Mestres de Luz de corpos etéricos fluídicos, não-físicos, que já vinham estudando o povo da Lemúria, com preceitos religiosos elevados e que deram origem, mais tarde, aos Celtas. Mentes não corpóreas que podiam se projetar no mundo material e que começaram a interagir com os corpos dos antigos Lemurianos. Comunicavam-se por imagens, através das mentes.
A linguagem escrita e falada só apareceu depois, quando foi necessária, por conta de suas experiências corpóreas. Suas mentes andróginas se dividiram em duas consciências (feminina e masculina), de acordo com os antropóides em quem se projetavam, e que já possuíam essas distinções biológicas.
Com o tempo, eles se tornaram como que viciados nesse mundo material, nos prazeres da vida, principalmente do sexo, movendo-se de um corpo orgânico para outro. Quando isso acontecia, havia um afastamento da consciência de sua existência anterior. Eles progrediram nessa simbiose e procriaram.
À medida que isso acontecia, suas habilidades telepáticas foram diminuindo e sua memória natal se desvanescendo. Para isso, passaram-se milhares de anos.
Eles gostaram da forma daquela criatura que consideraram “superior” e foram se esquecendo de suas origens, mergulhados na sensualidade que os corpos físicos podiam lhes proporcionar. Os primeiros Atlantes eram fisicamente muito grandes, daí o mito dos Titãs, gigantes mitológicos. Alguns viviam centenas de anos no mesmo corpo, mas acabaram descobrindo a fragilidade dos mesmos, e com ela, a morte.
Sem os poderes não corpóreos, essas formas de vida não conseguiam sobreviver na biosfera natural. Por essa razão, um ambiente especial foi criado por eles, uma grande massa continental formada por suas mentes, com as substâncias da Terra, que foi chamada de Atlântida. Também surgiu a necessidade de se construírem casas e formarem cidades, já que suas consciências estavam projetadas, cada vez mais, no mundo material.
Com a miscigenação das raças, surgiu a corrupção e a ruptura de valores. Os vícios e o materialismo se desenvolveram a níveis sem precedentes, degenerando a evolução e renegando as forças da natureza. À medida que eles se reproduziam biologicamente, seu tamanho físico começou a diminuir, já que sua base antropóide havia, há muito, escapado a seu controle consciente. Eles tiveram que usar uma grande quantidade de energia, para manter sua integridade física. Isso formou uma espécie de vácuo magnético, abaixo de seu continente insular. A poluição da biosfera se tornou imensa e esse vácuo fraturou a crosta terrestre, e alterou o eixo de todo o planeta, causando os terremotos e maremotos que fizeram com que a Atlântida física, sumisse da face da Terra.
Atlântida passou, então, por 4 fases de purificação, a partir dos 4 elementos: incêndios (fogo), terremotos (terra), furacões (ar) e o dilúvio (água). Com esta última fase, a sua destruição total veio a ocorrer, arrastando consigo seus milhões de habitantes.
Entretanto, alguns mais sábios ou mais conscientes, perceberam a perda de seus poderes mentais e notaram que esse meio ambiente por eles criado, era uma violação da natureza divina e escolheram permanecer como criaturas de luz. 
Foram esses os que conseguiram escapar, levando todas as tradições e ensinamentos sagrados, dos grandes Mestres de Luz. Esse grupo se dividiu pelos outros blocos continentais da Terra, onde passaram a transmitir sua sabedoria. Para preservar a semente humana da destruição, e assim permitir o prosseguimento da evolução do Ser, esses 7 grupos de criaturas, criaram as futuras civilizações. As regiões dos atuais México (com Quetzal-Coatl – a serpente emplumada), Peru (com Manco Capac), Índia (com Vaisvávata), Egito (com Osiris), China, Escandinávia e Cáucaso, foram as escolhidas pelos iniciados, para receber os enviados Atlantes e alí construírem os núcleos das futuras comunidades.
Esses ensinamentos dos Mestres de Luz que saíram da Atlântida, foram inseridos em cristais de quartzo, durante vários anos antes do grande cataclisma, por estes iluminados, sabedores do futuro. Estes cristais, posto que matéria viva, foram cultivados e canalizados, pelos meios eletromagnéticos da Terra, com conhecimentos, história, sabedoria e as próprias mentes dos Mestres, formando grandes reservatórios e arquivos, para serem espalhados pelos 7 lugares escolhidos na Terra. Foram polidos e lapidados, de límpido cristal transparente e branco.
De fato, várias vidas, várias memórias, puderam ser depositadas nesses cristais. Esses locais escolhidos são, atualmente, chamados de centros de Luz, os chakras do planeta, pontos físicos energéticos de grande poder psíquico. Em cada um deles, há parte do conhecimento total. Quando todos os cristais forem descobertos e reunidos, seremos guardiões da Sabedoria Divina.
Mas essa hora ainda não chegou. Atualmente já foram descobertos cristais no Peru (em 1924) e na Grande Pirâmide, no Egito.
CAPELA – Os Exilados Setembro 19, 2008
Com o passar dos tempos, vieram se juntar aos Atlantes e Lemurianos, povos vindos de Capela, uma estrela inúmeras vezes maior que o nosso Sol, deste, distante 45 anos luz, e que guarda muitas afinidades com a Terra.
Por conta de problemas de superpopulação, seres reincidentes no mal, pouco evoluídos, rebeldes, com religiosidade arcaica, conhecimentos de magia negra, vieram e se misturaram com os nativos mais evoluídos, originando a Raça Negra, que formou, posteriormente, o povo Egípcio.
O Sistema de Capela é uma grande estrela da Constelação do Cocheiro. Quase todos os mundos que lhe são dependentes já se purificaram física e moralmente, examinadas as condições de atraso moral da Terra, onde os homens marcham um contra os outros,
As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminiscências. As tradições do paraíso perdido passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivadas nas páginas dos livros sagrados.
Aqueles seres decaídos e degradados, à maneira de suas vidas passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos, reuniram-se em três grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia. Esses três grupos de degredados formaram os pródromos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo os mais largos benefícios no seio das raças que já existiam.
EGITO – Os Elevados Setembro 19, 2008
Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia, foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram no íntimo, uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, às suas origens.
Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra, o culto da morte foi tão altamente desenvolvido. Em todos os corações morava a ansiedade de voltar ao orbe distante, ao qual se sentiam presos pelos mais santos afetos.Foi por este motivo que, representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do plano tangível do planeta. Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana, regressaram à pátria sideral.
Finalmente, por último, vieram os da Raça Amarela, grandes pesquisadores siderais, que estudavam a Terra, já há algum tempo. Não se misturaram e deram origem aos povos Orientais.
OS HIPERBÓREOS – Os iluminados Setembro 19, 2008
Os Atlantes que seguiram para a atual Escandinávia, já encontraram colônias de sua raça, para lá emigradas anteriormente, e fizeram com que esse povo Hiperbóreo, ganhasse forte impulso civilizador.Após várias transformações operadas no tipo biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos, os Hiperbóreos conseguiram estabelecer os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura alta, cabelos ruivos, olhos azuis, feições delicadas.
Nessa época, o continente começou a sofrer um processo de intenso resfriamento, que tornou toda a região, inóspita, hostil à vida humana. Por essa razão, os Hiperbóreos foram obrigados a emigrar em massa para o sul, invadindo o centro do planalto europeu, através de florestas iluminadas por auroras boreais, acompanhados de cães e impulsionados por mulheres videntes.
Essa raça inventou o culto ao Sol e à Lua, tornou o fogo sagrado e trouxe para o mundo, a nostalgia do céu, prostrando-se ante seus esplendores, em uma adoração absoluta, início da Velha Tradição.
Por possuírem uma cultura eminentemente oral, pouca coisa chegou até nós, sobre seus usos e costumes. O que foi preservado deveu-se ao relato de viajantes e historiadores gregos e romanos.
